Katy & Mayron | Um casamento celta inesquecível

Todo mundo já sabe que nós amamos compartilhar histórias reais, certo? Mas quando esse momento tão especial é de um casal bem de pertinho, a emoção é ainda maior.

Katerine é minha prima e quando ela disse que ia se casar com Mayron e pediu minha ajuda para pensar em alguns detalhes do grande dia, fiquei super feliz. Quando ela me chamou para ser madrinha então, nem se fala. Confesso que até chorei, rs.

Os dois sempre foram desses casais aventureiros e super ligados à natureza. Por isso, não haveria lugar melhor para celebrar a união do que um espaço cheio de verde. E como bons amantes de aventura, ainda tinha outro detalhe que, para muitos noivos, pode parecer loucura: o casamento foi todo organizado em cerca de três meses. Eita dose extra de emoção, né?

O grande dia aconteceu no sítio de um dos tios da noiva, aqui em Nova Friburgo, e para que tudo desse certo, foi montada uma verdadeira força-tarefa de projetos DIY (faça você mesmo). Desde o pergolado de madeira para a cerimônia aos arranjos florais, passando pelo buquê, centros de mesa, lembrancinhas e até o bufê principal, servido durante o almoço… Tudo foi organizado e desenvolvido por familiares e amigos do casal. Bem no estilo rústico.

E o resultado não poderia ter sido outro: um casório romântico, leve e cheio de significado.

Porque digo que foi cheio de significado? Você vai entender…

Para quem não conhece, o casamento celta é uma cerimônia ecumênica que valoriza a relação do homem com a natureza e, por isso, é cheia de simbolismos, elementos e a participação ativa dos padrinhos e pais dos noivos. Como a Katy e o Mayron não seguem uma religião, e queriam muito ter um momento durante a festa para celebrar o amor, fizeram essa escolha.

“Escolhemos o estilo celta devido a cerimônia por o amor acima de tudo, não temos religião, apesar de acreditarmos em Deus, e de fato acreditamos que o amor é uma força criadora. Além, é claro, dessa ligação com a natureza que tanto temos, e fica bem evidente na cerimônia celta também”.

A cerimônia, que neste caso foi conduzida pela Márcia – mãe do noivo, funciona assim: Diante do pergolado fica o tradicional caminho principal, mas no estilo celta, o local também ganha uma mandala, que representa o ponto de união do casal e onde eles se encontram antes de caminharem juntos para o altar.

Quando já estão posicionados em frente a celebrante, eles participam de uma purificação, tendo as mãos lavadas com sal grosso e a água purificada pelos cristais. Já de frente para os convidados – peculiaridade da cerimônia – o casal interage com todos que ali estão.

Eis que chega o momento dos padrinhos – e esse foi um dos que particularmente mais gostei. Entramos individualmente – no estilo amigos do noivo e amigas da noiva, sabe? – e cada um levou um garrafinha de vidro cheia de areia colorida dentro. Cada cor representava sentimentos bons que desejávamos aos dois: Azul – tranquilidade e harmonia; Vermelho – paixão; Verde – saúde e vitalidade; Marrom – integridade; Amarelo – alegria e amizade; Laranja – sucesso e prosperidade; Lilás – espiritualidade; Rosa – amor e ternura; Branco – paz e pureza.

Ao chegar ao altar, colocávamos a areia dentro de um frasco maior (que serviria com uma lembrança daquele momento) e deixávamos uma mensagem para o casal. A minha cor era o amarelo, que representava alegria e amizade. Poderia até compartilhar aqui o que falei para eles, porém o nervosismo era tanto que, sinceramente, nem lembro o que disse no meu rápido discurso, rs. O que importa é que foi de coração.

Além disso tudo e da troca de votos dos noivos, que também é um baita momento para os corações mais derretidos, outro detalhe que emocionou foi a participação da Luna, filha da Katy e do Mayron, e dos pais. Como ainda é muito pequena, a baby entrou junto com os avós do noivo, que levaram as alianças. Logo depois, entraram os pais. Nesse momento, o casal agradeceu a eles, que também tiveram a oportunidade para falar sobre os filhos e abençoar a união. Já imagina como foi, né? Rios de lágrimas e muitos lencinhos para enxugar.

Por falar em alianças, a troca delas foi precedida por um ritual que contempla os quatro elementos da natureza: primeiro, o casal é abençoado pela terra (que pode ser representada por sal), em seguida eles bebem um cálice de água e são abençoados também por ela; no terceiro passo, os noivos acendem um incenso, que simboliza o ar e, por último, uma vela como a chama do amor. Depois disso, os anéis são banhados em água e, finalmente, os noivos trocam as alianças.

Por fim, a celebrante declarou que eles foram unidos pelo poder do amor e da escolha. Os padrinhos fizeram um corredor e ergueram as mãos, junto com os convidados, como simbolismo das bençãos que desejam ao casal. E aí, foi só festejar e agradecer!

“Gostamos demais da presença dos amigos, beber na presença de pessoas muito queridas. Mas o que mais marcou foi com certeza a cerimônia, especificamente a parte de troca de votos. Foi um dos momentos mais emocionantes das nossas vidas”

A história de amor da Katy e do Mayron é no mínimo curiosa. Apesar de serem da mesma cidade, os dois sempre precisaram lidar com a distância – e não era de um bairro para outro não.

Os pombinhos se conheceram na escola, em 2007, mas a amizade colorida só surgiu em 2009, já no fim do ensino médio. O pedido de namoro veio em fevereiro de 2010, no mesmo lugar em que deram o primeiro beijo, em frente à casa de uma amiga. Até agora você não deve ter entendido aonde entra a parte da distância, pois bem…

Katy passou para o curso de Nutrição no Rio e precisou se mudar para lá. Enquanto isso, Mayron seguia fazendo o curso de Engenharia Mecânica, aqui em Nova Friburgo. Nessa época a distância era de pouco mais de 140 quilômetros. Isso até os dois passarem para o intercâmbio. Mesmo fazendo diversos planos para ficarem ao menos em locais próximos, Katy passou para uma universidade no Arizona e Mayron foi parar em Chicago – a distância entre os dois estados americanos é de mais dois mil quilômetros.

Talvez, para muitos, essa poderia ser uma razão para o fim, mas não para eles. Dizem que as dificuldades fortalecem, né? Acho que foi isso que aconteceu com o amor que Katy e Mayron sentem. Esse um ano e tanto de pontes aéreas e muitas saudades foi capaz de unir ainda mais os dois.

 

“O noivado foi no Havaí, durante uma viagem que fizemos, ainda no intercâmbio. Estávamos em Waimanalo Beach, o pedido foi na praia, após o nascer do sol”

Coisa linda, né? E esse amor gerou ainda mais amor, gerou vida! Em março de 2017, Mayron e Katy foram presenteados com Luna, a doce Luna.

> “Planejamento é tudo! Tenha plano A e B para tudo no seu casamento. Um bom planejamento evita dor de cabeça e economiza dinheiro rs”

> “Se quer economizar… DIY (do it yourself). Dá trabalho, mas com uma força tarefa da família e amigos a coisa sai muito bonita e muito íntima”

> “O casamento é do casal. Então seja fiel ao seu coração. Um casamento com a personalidade dos noivos é muito mais emocionante”

 

 

Fotos: Viviane Botelho 

 

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